Usa-se risco e perigo como se fossem a mesma coisa. Segundo o modelo de Luciano Lourenço, não são: risco é o potencial, algo que pode ou não acontecer. Perigo é a fronteira, o momento em que esse risco se torna ameaça iminente. Crise é a manifestação plena, quando o perigo se concretiza sem controlo.
Confundir estas três fases tem um custo real: tratar um perigo iminente como se fosse ainda um risco distante é um dos padrões mais comuns em acidentes que, em retrospetiva, tinham sinais claros de aviso.